Mas eu sou mesmo um clichê. Um daqueles bem água com açúcar, sabe? Um melodrama de quinta. Uma comédia romântica, que você não se cansa de ver num domingo a tarde. - Querido John

quinta-feira, 10 de maio de 2012


Cola tua mão na minha, escreve no teu coração e carimba no meu. Deixa um beijo no meu rosto, sem que seja de despedida e grava o som da tua voz no meu ouvido dizendo 'eu fico'.

sábado, 5 de maio de 2012

sábado, 28 de abril de 2012


Acho que eu merecia, alguém dengoso, aconchegante, uma espécie de algodão doce do amor, só que esse não enjoa e sim adoçica cada vez mais um beijo roubado em noites frias de início de inverno. Um cobertor humano que esquenta minhas mãos gélidas e compartilha meu coração quente, e acredite, não que nem aqueles que se encontram em lojas que custam caro, é daqueles que chegam sem avisar, te abraçam sem você pedir e te recobertam a cada murmúrio de que está com frio.
É uma espécie de bem estar, inserido em meus dias e relembrados nos demais. Estar tão encantada e saber que não é princesa, olhar para ele e saber que não é mágica, acreditar que está num conto de fadas mas jamais se permitir querer viver uma história irreal. Toques infantis dentro do nosso momento. Um livrinho com poucas páginas até então e com um rascunho enorme. Prazer, uma das autoras sou eu, você é aquele personagem que faz participação especial e principal. Um conto sem título. ''Era uma vez eu e você e espero que continue sempre sendo.'' Ou melhor, que tal começarmos com ''É dessa vez que dará certo.''

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Era uma espécie de apego ao bem estar. Sua falta não era a de perca mas de saída de rotina boa e isso não doía mas magoava.
Não se sofria mas se pedia, todo dia, para que não fosse amor.


terça-feira, 10 de abril de 2012


Sentiu que ''tá'' pra acabar? Então fuja, acreditando que quem partiu foi você.
Dói menos, ou igual.

terça-feira, 3 de abril de 2012

Entre laços e nós

Será que vou lembrar desse verão? Onde saímos com uma única direção, matar nossa saudade! Arrepiava-me por te ter ali, do meu ladinho, e num olhar cruzado, nos beijávamos, à espera da sinaleira abrir. Ah, incontáveis as vezes que pensei que tudo isto sumiria, e sua voz surgia quando temia o fim, se bem que, estamos começando algo sem destino, é assustador, eu sinto, porém, querer sair no segundo tempo deste jogo, eu não quero. Tenho medo do amor, você me dá motivos e eu crio medos, não do que você possa sumir, mas medo que você não cumpra, porque a cada frase sua prometendo algo é um lembrete na minha caixinha. Eu disse, no nosso primeiro encontro, eu me apego fácil, então não me enrole até eu criar nó em você, mas jamais queira nos dessamarrar, são laços, daqueles simples e belos, que junta o meu eu em você. Sinal verde, por favor, vamos pra onde for, sinto-me amarrada levemente.

domingo, 25 de março de 2012















Prometi pra mim, pés no chão, por favor, dois pregos. E um drink, só pra ter certeza que se eu cair, ficarei bem.


domingo, 18 de março de 2012


Não era amor, ainda.
Ainda que pudesse ser
Era cedo demais.
Não era amor, ainda.
Ainda pode ser chamado de apego
Isso era considerado justificável.
Não era amor, ainda.
Ainda podia se chamado de 'curtição'
Isso fazia um bem danado.
Não era amor, ainda.
Ainda, sabendo que tinha tudo pra ser algum dia.
E se o 'algum dia' chegar
Favor que seja com o mesmo.
Esse processo até amar, demora e as vezes machuca.
Então que seja com o certo.
Se for amor, que seja amor por você.

quarta-feira, 14 de março de 2012

E foi como andar de balanço, depois que pegou o embalo, deu um friozinho tão bom nas alturas.

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Um dia vou olhar pra minha sorte e dizer, eu te amo. Nessa hora, você sorri, e me retruca com a mesma frase, fechou?


Arrisque, ame mais. Numa dessas você acerta.



1 : Eu to firme, pés no chão e coração no céu. 
2 : Seu coração não está firme...

1 : Eu sei, mas esse tem asas.
2 : E se você se pegar sozinha lá em cima?
1 : Até parece que eu nunca desci de lá sozinha. Deixa, mas deixa eu voar livre, leve e dengosa.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Pintando descrições

Hoje eu me busquei em você, só pra poder te ver. E enquanto sorríamos eu imaginava o 'nós' a sós, o eu em você com melodia dengosa, com beijos adocicados de puro gosto de gostar do amor repentino, amor de sentir-se bem. Companhia boa de uma tarde calorosa num sofá enorme, e a televisão ligada, que mal sabíamos o nome do filme, eu arriscava abrir, de leve, meus olhos para dar uma espiada no que estava se passando, mas você prendia minha atenção, como um imã, e como imagem encantadora, uma pintura de quadro no qual eu podia admirar sozinha, era meu, naquele momento, você era meu. E como eu sentia uma vontade louca de parar o 'nós', levantar, nos pintar e levar o quadro pra casa, uma obra de arte presenciada, criada e pintada pelos próprios personagens. Entrei em sintonia com você, vamos criar uma série de quadros, cada um dizendo indiretamente o quão bom foi a gente se encontrar em cores profundas no mesmo ambiente. Depois de um certo tempo, a gente se misturou, ô coisa boa.

domingo, 12 de fevereiro de 2012



Silêncio. O assunto se acabou por alguns minutos, você o olha, ele já te olhando, sorri. Pegou na sua mão e dali pra frente, o único assunto na sua cabeça era o quão bons eram os arrepios que ele acabara de proporcionar em dias comuns.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012


Olho no olho, uma pergunta, meu sorriso como resposta.
Finais de noites que terminam com um gostinho de 'Só mais 5 minutinhos...'

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Um dia de sol


Olá Sol, não estou conseguindo te olhar nos olhos, você é forte demais perante a mim, me desculpe, estou tentando me esforçar, mas sinta-se observado e vem aqui me escutar, até que seu último raio tende a desaparecer com a chegada da noite serena de verão.
Você não se sente com inveja de ter que sumir quando a Lua vai surgir? Dividir o mesmo espaço nesse céu azul anil deve ser um pouco desgostando. Ah! Que egoísmo meu, eu sei, mas te peço isso por uma simples razão, acho que estou com dois sentimentos paralelos, amor e amizade, mas quando parece ser amor, ele surge com a amizade e me dá uma raiva, parece que vai ser sol, e vira lua, malditas ilusões!
Eu me envolvi com a luz dele, como se os raios me circulassem por inteiro, 360º sabe? Me amarrassem e me aconchegassem como se nada mais importaria...Mas aí ele vira o planeta de cabeça pra baixo, diz coisas que... Volta aqui Bruna, me faz pensar que tudo isso nunca vai passar de ''amiguinhos que se cutucam''... E quando eu sinto amor?
E quando é do dia que eu gosto e a noite foi só o início pra agora isso estar assim, me apeguei.
Apega, desapega, apega, desapega, e eu tento aceitar que essas fases dele são normais, até que ele virou demais tudo isso, e eu preferi dormir eternamente.
Ok, você está indo embora, acho que a Lua está feliz, o espaço é dela agora, e eu? Ah Sol, um dia tudo isso na minha vida será sol, luz, razão.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

domingo, 5 de fevereiro de 2012


Eu, robô

E se eu me tornei um robô, daqueles sem marca, sem manual de instruções, uma lata enferrujada mas que caminhasse, devagar, indeciso, mas que funcionasse? Meus joelhos raspados de todos os antigos castigos involuntários, mãos machucadas de tantas vezes que pressionei sob o chão para levantar em um impulso rápido para entrar em equilíbrio com minha cabeça e olhar para o céu, um sorriso demorado para ser expressado, como se você não pudesse mais te controlar e demorasse para ser aberto, e um olhar rachado, como um vidro frágil, cortante, fixo, sem direção alguma, um simples robô que ninguém via por dentro. Sabe como um vento que ninguém via, mas sentia, era tudo ao contrário, todos viam minhas fraturas mas ninguém jamais me perguntou se eu achava que tinha valido a pena ter todos estes ematomas, e lá vou eu dizer, valeu, e como valeu a pena! Eu sempre fui um robô, sempre achei que dar tudo à eles seria bom demais para eles permanecerem, mas eles se satisfazem com tão pouco, e o pouquinho eles absorviam, o restão que sobrava eu não guardava pra mim, deixei pra eles, tudo bem, eu talvez possa estar oca por dentro, mas um dia eu fui cheia, e quero denovo me sentir assim, só que agora estou me controlando, criei um controle remoto só meu, to cheia de fios todos conectados com a razão, e quando eu achar que devo esperar, stop, se não for assim, numa dessas, minha lata quebra e me sinto pronta pra ir pro lixão.
Cômico demais, mas você se identificou, não negue.


sábado, 4 de fevereiro de 2012

Você sabe que isto tira meu fôlego


Hoje andei lendo mais alguns trechos de uma escritora, em um deles, tinha o seguinte trecho que me despertou: ''Mas você não pode, não, eu sei que dá vontade, mas não dá pra ligar pro desgraçado e dizer: ei, tô sofrendo aqui, vamos parar com essa estupidez de não me amar e vir logo resolver meu problema? Mas amor, minha querida, não se pede, dá raiva, eu sei''
Sabe quando você se identifica? Pois é, na real, nem ele deve saber que estou meio que me sentindo uma formiguinha perdida no meio de um campo de futebol, e o engraçado é que nem eu sei se é amor, ou um tapa buracos, mas me enforca saber que em questão de minutos, discutimos e perdemos o contato por dias, e pior, nesses dias, eu abro umas mil vezes a janela do Msn dele, penso, repenso e não, eu me convenço que devo esperar ele vir. Aí os dias correm, e quando ele surge, ele me ganha, sem saber, sem se quer entender, mas eu queria pelo menos saber, poxa o que você quer? Eu to por ti, mas não consigo ter segurança, essas suas trocas de humores refletem no meu sentimento, então o branco se torna preto, o sol vira lua e a minha pergunta não encontra resposta alguma.
O que você quer de mim?
Talvez seja mesmo isso: ''Amor, minha querida, não se pede, dá raiva, eu sei''

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

There are many things I'd like to tell you.


Acha que sou o que? Um ser abstrato? Que tu crias quando tu queres? Chega! Eu cansei! Não finja que não tenho coração, e eu sou real, tá entendendo? Eu sou um ser concreto, por favor, por que finges? O que queres? Tu me encontras no meio do nada, eu te deixo me guiar e me abandonas assim, da mesma forma que nos encontramos, do nada, e como eu fico? Como será que eu estou? Sabe porque todas estas perguntas? Porque eu acho que to sendo aquele substantivo abstrato para ti, que não existe, que tu crias quando der uma vontade, assim, sem coração, e quer saber o que eu tenho querendo ser pra ti? Um substantivo concreto, mas tu não entendes nem de sentimento, imagina entender português.
Mas faz o seguinte, falando em gramática, a frase: ''Toquei o foda-se'',  pode ser classificada da seguinte maneira:
Toquei é do verbo 'tocar' no qual segue pelo artigo O e o foda-se é uma palavra que eu costumo dizer quando eu vejo que não há consideração nenhuma da parte da pessoa.


Mas eu ei de um dia entender o porquê de eu sempre tocar o foda-se e repetir o mesmo erro, como se nada tivesse acontecido, e se a culpa for do amor, eu não sei de mais nada.

terça-feira, 31 de janeiro de 2012



Talvez eu devesse parar, não de acreditar, mas de entender que minhas espectativas são de um nível bem mais avançado de alguém que só quer, curtir? É, eu querendo muito mais.

domingo, 29 de janeiro de 2012

Pinceladas sobre mim


Seria correto eu dizer que não tenho novidades para te contar? Acho que seria. Não consigo detectar nada de novo, estou vivendo, acho que seria isto, se apareceu algo novo, eu já to usando, mais ou menos assim, se é que você me entende. Não que você não seja uma novidade, mas tem sido todas as novidades possíveis, seja boas, seja ruins, seja surpreendentes, mas já acostumei, eu acho. Ando tentando caminhar, mas só me dou conta quando já estou a 160 km/h e você sabe o que isto significa? Que eu vou causar um acidente comigo mesma se eu não ir devagar, mas nessas velocidades bem distintas eu crio um medo, de nunca chegar ou de passar da linha de chegada. Não sei se ando feliz ou ando bem, talvez eu ande sendo um pouco de tudo, um pouco de purpurina e um pouco de papel jornal, aquela cor sem graça, fina, e cheia de escritas diferentes. Bem, posso ser um jornal talvez, artigos de acidentes emocionais, de esportes sem prática alguma ou até mesmo de notícias que fico sabendo que não sei se choro ou se prefiro rir. Acho que o jornal em si seria este blog, quem lê e me interpreta como essa boba, sensível, que qualquer corte torna o fim do mundo, eu não negarei isto, sou uma pessoa frágil, e aí tem gente que se impressiona quando uma pequena situação me faz chorar e eu logo anuncio: Eu me importo.
Importar-se, é ter consideração mas te afeta e isto as vezes machuca.
Eu sei que as pessoas que tornam esta vida dura de se viver, é incompreensível como o mal pode vencer em certas situações, eu me revolto, dá vontade de gritar mas pra que se mostrar para essas pessoas malígnas? Elas vem pra cima de você, então, eu me calo, grito silenciosamente, como também choro, sorrio, e permaneço com minha face intacta, não sei se disfarço bem meus humores, mas uma coisa é certa, se me abraçar numa situação difícil, eu vou desabar.
Talvez esta seja a explicação certa quando as pessoas me machucam com simples palavras de Msn e eu consigo fingir que está tudo bem.

99 to com saudades de você


_ Hoje acordei e me deparei com uma mensagem, bastou. Eu sorri e despertei. Porque antes do que acordar com o som do despertador, clicar no botão soneca e virar-se, eu prefiro acordar com um som de mensagem, ler o que está escrito e ter certeza de como é bom saber que é verdade. - Disse ela à um ano atrás.

_ E hoje?

_ Ah, ela anda trocando o som do despertador para não enjoar, já que o som de mensagens ela só ouve de tarde, quando a operadora manda alguma coisa a respeito do seu saldo ou promoção. E quer saber da melhor? Ela as lê.

_ Por quê?

_ Isto se chama, esperança.

_ Esperança?

_ De um dia ser ele bancando de operadora.

domingo, 22 de janeiro de 2012

Enforcar-se com aquele laço, laço de amor ou de suicídio, amor, quem vai entender, uma hora você vê um laço e na outra um nó.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Falta desapego, falta parar de esperar, falta se tocar que nem tudo você vai conseguir dizendo 'eu te amo'. Porque sentimentos nunca servirão só para compartilhar, as vezes tem que guardar porque ignorar é o que as pessoas mais fazem bem.


Se alguém te pedir desculpas por não te amar do mesmo modo, o que você vai fazer? Será que o amor é tudo, sendo que você tem que viver ele sozinha? Por isso que tem gente que se fecha, por medo de amar ou por medo de sofrer. Um dia alguma coisa termina, seja o amor, ou seja o relacionamento, e aí você tem que fazer o que tá faltando: desapegar-se, conformar-se e ser feliz.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Querido diário




Ventou um pouco hoje... Olhei para fora e senti psicologicamente um frio que me deixou trêmula, senti vontade de bocejar e voltar para a cama, mas precisei levantar, eram seis horas, espreguicei-me levantando os braços até o meu limite, você vivia reclamando porque eu sempre te acordava com meu gritinho de 'saia preguiça de mim' e me puxava com suas mãos suaves, olhando-me e dizia que hoje iria fazer o café. Bem, eu acostumei a levantar, de pés descalços sob aquele chão gélido e aquele casacão que me cobria por inteiro, liguei a luz, meus olhos ainda desacostumados com a iluminação, se fecharam, esfreguei-os, peguei o fósforo, acendi o fogão, peguei a chaleira e coloquei água, acho que até demais, você sabe que sou péssima em saber quantidades na medida certa. Então enquanto a água esquentava, cortei um pão e passei manteiga sobre ele, simples café de manhã, você era expert em fazer mirabolantes doçuras durante o início da manhã, mas o pão me sustentou até o almoço, eu juro. Comprei manteiga de cacau, acho que pela primeira vez obedeci suas idéias que eu teimava em não por em prática, meus lábios estão mais hidratados, e o perfume que você me comprou, quebrou, fiquei magoada comigo mesma, mas eu gosto tanto daquele aroma que vou comprar outro, ah e organizei os talheres do jeito que você me cobrava, facas, garfos, colheres, tudo em sua respectiva caixinha, também, nem almoço mais em casa, depois de tudo, perdi meu cozinheiro, optei comer por aí, de vez em quando arrisco um miojo, mas nem esse eu sei fazer direito - precisei rir neste momento.
Hoje depois do trabalho, as minhas duas amigas que você vivia dizendo que elas te irritavam com aquelas gargalhadas fora do comum, passaram aqui em casa e compramos comida chinesa, Sushi me lembrou o dia que comemos e eu passei mal no dia seguinte, ficamos mais de 24 horas na cama, eu me queixando de dor e você levantando toda hora preparando seus chás milagrosos, nesse dia eu vi que até nas piores dores você estaria ali.
E assinei TV a cabo, num preço bom, passo o tempo todo assistindo programas pra suprir a falta. Aquela dor que você não pode compartilhar comigo e que nem seus chás milagrosos poderiam existir sem você estar aqui para fazer.
Mas ando bem, surpreendo-me porque espontaneamente ando dormindo no centro da cama, esquecendo assim, que éramos dois, agarro o travesseiro, cochicho boa noite para ele e peço-lhe para me trazer bons sonhos, que me faça acordar mais um dia as seis horas e assim, eu poder tentar fazer menos as coisas que eu só faço porque você fazia, você dizia, você criava.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

O resultado bom da vida


Você + amigos - namorado - traições - decepções - ilusões + bagunça + festa + leveza x sua vida = você + amigos.


1 sorriso requer 1 motivo
1 choro requer 1 decepção
1 abraço requer 1 saudade
1 sonho requer 1 tentativa todo dia
1 encontro requer 1 data
1 registro requer 1 fotografia
1 cor requer 1 lápis
1 escrita requer 1 caneta
2 seres humanos requer apenas 1 amor.

domingo, 8 de janeiro de 2012

Jogou para o alto seus sorrisos, quem sabe um dia eles voltassem como motivos.

domingo, 1 de janeiro de 2012

Minha amiga me mandou essa imagem e tive que postar aqui, porque, nós garotas, somos assim, seja todas, ou quase todas. É homens, se lerem, então se esforcem pra então nos entenderem.


sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Um bye e um welcome, soam uma nova fase, vem dizer


Dois mil e onze, ah hoje é o penúltimo dia deste ano que nunca mais voltará. Lacrar sem relembrar ou voltar, no dia primeiro de janeiro de 2011, esse primeiro dia de todo ano já se tornou tão igual, mas confesso que não vem em mente de como eu passei este primeiro passo da estrada que estava por vir. Todo início vem com uma lista em nosso consciente, ‘este ano vou mudar isto, fazer isto e consertar isto’, tá e agora? Dia 30 de dezembro você cumpriu todas as suas metas? Ou algum personagem surgiu pra você mudar toda rota do que havia planejado? Parou pra pensar que foram 365 dias que se foram, onde monotonia virou tédio, onde amor virou amigo e amigos podem ter virado amores, que sorrisos seguiram beijos com outros sabores e que alguns laços se soltaram e outros se formaram?  Eu adicionei tantas coisas como aprendizagem e parecia que eu sabia tudo desde o início do ano, pensei que nunca ia esquecer e acabei este filme apenas recordando que havia esquecido, e isso me deixa tão aliviada e ao mesmo tempo tão enforcada, não sei se levo comigo tralhas velhas pra usar em 2012 ou se deixo aqui, ou melhor, e se essas tralhas me seguirem? Mentindo ou não, eu vou ceder, pra ficar do meu lado ou pra permanecer no presente de alguma maneira, é porque de certa forma, o velho já foi o novo pra mim um dia, desgastou-se, mas mudou-me e porque deveria querer longe de mim? Tá, coisas más nos atrasam, mas não, essas coisas negativas, eu não sei se queimo antes de sair deste ano ou guardo só pra ter como registro, se bem que, queimar sem se queimar é como conseguir dormir de olhos abertos. Provei o sabor das mesmas datas com um ano diferente e com outro cenário, difícil é saber se algum mesmo dia foi melhor que o outro, porque todo dia em algum ano diferente marcou nossa vida, sejam datas iguais, sejam pessoas iguais ou situações iguais, a questão é que o que o ano mudou, a fase mudou, você está crescendo a cada segundo que o relógio está marcando. 
E vai, eu to até bolando um novo relatório do que fazer neste novo calendário, o que mudar, o que querer aqui comigo e seja o que EU quiser, eu vou ter e permitir rir um pouco mais, levantar mais rápido e acreditar até o último otimismo morrer! Não foi tão ruim assim, este ano não foi o melhor para a Bruna aqui, particularmente, mas hoje eu tenho dezesseis anos e ano que vem é aquela fase que termino o Ensino Médio, me torno cada vez mais madura e principalmente, cada vez mais independente e quer saber? Que venha logo essa independência, de mim, de meus amigos, que juntos faremos a dependência de um com o outro, na real, que venha 2012, dois milhões de motivos para sorrir doze milhões de vezes! Um milhão de sorrisos a mais do que no ano que está acabando...




segunda-feira, 26 de dezembro de 2011


Ela queria dançar valsa e ele samba, deu uma mistura estranha, uma mistura de ritmos diferentes e corações com vontades iguais.

Papo de garotas



Sabe o que é coisa de menina sensível? É você ler mil vezes sua briga com ele, e mesmo sabendo que vai machucar, ler mais uma vez pra tentar por na cabeça que ele te deixou. É você olhar mil vezes a foto dele ao som de uma música mais deprimente ainda, chorar na frente da tela do computador com um rolo de papel higiênico e com a porta trancada pra seus pais não entrarem nesse momento mazoquista, mas que te faz, de alguma forma, lembrar dele. É você fazer tudo pensando na reação dele, ir em uma festa, olhá-lo de longe, morder-se de vontade, sorrir e tentar demonstrar felicidade. É você ligar para sua amiga só pra contar sua revolta, ou seu choro da noite passada e sua amiga se acostumar que você acha qualquer pontinho pra falar dele. É você encaixar qualquer situação com a que viveu com ele, sentir falta, e comentar com alguma amiga, rir, fingindo estar consolada já. É você chorar sobre seu travesseiro, acordar inchada, passar um corretivo e ir ser feliz aonde for que você vá. É você parar, olhar num ponto fixo, enxaguar seus olhos com um balde de água e quando a ficha cair, uma lágrima já foi parar na folha do seu caderno. É você dizer que tá esquecendo, mas a primeira coisa que você faz é visitar as redes sociais dele. É você rir do que ele fez de ruim com você e chorar por dentro. É você querer outro pra tentar esquecer ele, mas não permite que nenhum outro entre na sua vida.
É você saber que é fraca, que se machuca mas, você fica forte perante o mundo. Sensibilidade não é defeito, se você está bem, ela está bem, se você está mal, ela te ajuda a continuar mal.

Um conto quase real


Chegou do trabalho, aquele ônibus lotado, fazia tempo que não voltava assim, seu ex namorado sempre lhe buscava. Largou sua bolsa que estava pesada demais naquele dia e jogou-se no sofá, suspirou como se fosse um alívio estar em casa, virou-se e de barriga pra baixo, fechou os olhos e numa questão de cinco segundos o celular emite um som de mensagem recebida, nem ligou, continuou no sofá, parada, quieta, exausta, mas a curiosidade fez ela estender seu braço, e nas pontas dos dedos puxar a bolsa para perto de si, abriu o feixe, o celular estava perdido dentro daquela imensidão de coisas, até que, percebeu a luz que a tela gerava e logo o encontrou, quem seria em plena sete horas e dezesseis minutos da noite mandando-lhe alguma mensagem, visualizou e percebeu que era o número que tinha salvado com o nome 'amor', suspirou nesse momento como se fosse um acalmador, então clicou e leu ''Oi, acho que não tenho mais o direito de te chamar de amor, mas por favor, me encontra daqui meia hora na praça aqui onde fomos a primeira vez?' '
Fazia um dia que ele tinha deixado ela, e foi da pior maneira possível, e era tão pouco tempo que nem conseguiu renomear o nome dele no celular, era tão pouco tempo que ela estava tão exausta com a vida que decidiu pela primeira vez, deitar naquele sofá e querer dormir, pra sempre...
Ignorou a mensagem, chorando, deitou e dormiu, despertou com um barulho na porta, acordou rapidamente, levantou, ajeitou a blusa e o cabelo, olhou pro celular que anunciava as dez horas e dez minutos, gritou ' Já estou indo, calma!' e foi em direção a porta, podia ser sua vizinha devolvendo o livro que tinha emprestado à ela, era a única pessoa que poderia esperar, sua maquiagem borrada traduzia sua situação a umas horas atrás, mas mesmo assim, abriu a porta e ele estava lá, coçou a cabeça e num tom de voz rouca e ao mesmo tempo decepcionada gritou:
_ O que você tá fazendo aqui?
Ele logo lhe responde:
_Eu te mandei uma mensagem e eu sei que você viu e porque não foi lá?
_Porque eu deveria ir?
_Nosso primeiro encontro foi lá.
_E queria que fosse o último também?
_Não, ia ser o primeiro de novo.
_Como?
_Nosso primeiro encontro, já casados.
_Do que você está falando?
_São dez horas e dezesseis minutos, tem uma mensagem no seu celular agora!
      Ela indignada, se sentindo uma palhaça olhou pro celular, abriu a mensagem que dizia:
''Quer casar comigo? Prometo que se você não quiser ir até a praça, eu faço ela vir até você.''
Sorrindo e seus olhos, cor mel, já estavam molhados, abriu a boca sem saber o que falar, gaguejando, travando, conseguiu pronunciar-se:
_E ontem, porque quis acabar comigo?
Ele olhando fixadamente pra ela:
_Você acha que como eu ia preparar nosso casamento na praça se eu tinha que buscar você do trabalho? Eu amo você.

The One That Got Away



Assim que o salto fino cravou no chão, saiu do carro sentindo uma corrente de uma típica brisa londrina passar por seu corpo. Agarrou-se ao sobretudo com mais força e trancou o carro. Ergueu os olhos para o velho prédio que estava as ruínas, sorrindo automaticamente ao lembrar de quando sua vida era perfeita ali e não sabia. Com um suspiro, deu vários passos até chegar aos três degraus principais.
As paredes desbotadas de tinta, o corrimão enferrujado e o mesmo cheiro de café ainda predominavam nos corredores e se pegou sentindo saudades de todas as vezes que subiu e desceu aquelas escadas, ouvindo os vizinhos brigando e cachorros latindo.
Caçou o molho de chaves dentro do bolso do casaco e assim que a maçaneta girou, sentiu o peito despencando. O apartamento estava vazio. Isso era óbvio. E já esperava que estivesse. Ficaria mais surpresa se encontrasse ele habitável do que qualquer outra coisa.
Fechou a porta atrás de si e permitiu caminhar até a sacada que tinha uma das vistas mais brilhantes. À direita, dava para ver certinho a London Eye que tanto fez sua felicidade nos dias em que se sentia só. Agora isso já fazia parte da sua rotina. Digo, sentir-se só.  
Deu mais uma olhada em tudo e logo sentiu um suspiro sufocar-lhe a garganta. Caminhou pelo apartamento que sempre fora bem iluminado enquanto ouvia a madeira no solo ranger.
Riu sozinha.
Lembrou-se do dia de seu aniversario e que ele tentou-lhe fazer uma surpresa pela manhã, mas o barulho do assoalho era tanto, que ela acabou acordando e estragando a surpresa.
O riso se perdeu entre as paredes.
Sentiu o coração apertar quando deparou-se com a porta de vime em que haviam pintado juntos. Empurrou com o joelho e encostou-se nela, passando os olhos lentamente pelo quarto.
Reviveu cada móvel localizado em cada lugar e pode jurar que viu suas meias prediletas perdidas embaixo da cômoda dos livros enquanto a toalha molhada dele estava jogada em cima da cama. Analisou em sua mente a cadeira perto do armário cheia de roupas em cima e o cantinho da cama que tanto arrancou-lhe a pele de seu mindinho. Permitiu-se sorrir por um instante enquanto fechava os olhos.
Respirou fundo e jurou sentir o perfume dele misturado com loção pós barba. Barba que ele insistia em dizer que tinha por sinal, mas jurou nunca ter visto nenhum pelo em seu rosto. Ouviu ao longe um xingamento, típico de quando ele derrubava alguma panela quando tentava se aventurar na cozinha.
Sentiu os olhos umedecerem apesar de estar fechados. Trincou os dentes, odiando-se por um segundo. Abriu os olhos e voltou à realidade. Havia acabado. Tudo na vida tem um final, não é?
Sentiu a raiva subindo e ignorou todos os pensamentos fúteis que ainda a prendiam ai e deu meia volta, retornando a sala vazia. Mas qual era o seu problema? Porque simplesmente não podia aceitar que agora sua vida era sozinha e que ele havia achado alguém que o fazia feliz?
Sempre teve certa relutância com términos, mas esse tinha sido o mais doloroso. Talvez por todas as lembranças. Pela felicidade proporcionada. Pelas risadas. Pelas brigas. Pelo apartamento que dividiram. Pelo mundo que construíram juntos.
Olhou para os lados e percebeu que finalmente estava perto da saída, mas seu coração deu mais um salto quando jurou ver perto da janela, nada mais do que .. letras.
Andou até o local e reconheceu a caligrafia.
De tinta de caneta preta contra a madeira branca do parapeito da janela da cozinha, conseguiu ler: Eu sinto sua falta.
Suspirou e tentou pensar que isso havia sido escrito por ela mesma enquanto ele viajava com a banda e ela sentia-se sozinha no apartamento. Tentou criar uma cena dela mesma escrevendo isso. Não queria admitir a verdade.
Não queria admitir que ele havia escrito aquilo. E pior ainda: que era recente.
Sentia uma falta imensurável de todo o passado, mas certas coisas terminam para que melhores comecem. Não que ela havia encontrado algo ou alguém melhor depois do termino, mas ele havia. E ela tinha de respeitar sua escolha. Mas como, se nem ele mesmo respeitava?
Permitiu-se chorar pela ultima vez ali, no lugar onde havia sido seu mundo por tantos anos. Permitiu-se sentir o abraço frio de tantas lembranças, para que finalmente quando erguesse o chão do piso frio da cozinha, enxugasse os olhos e não voltasse mais para lá.
Por mais que sua vontade fosse permanecer para sempre.



Em outra vida, eu seria sua garota nós manteríamos todas as nossas promessas, seríamos nós contra o mundo. Em outra vida, eu faria você ficar então eu não teria que dizer que você foi aquele que foi embora.




Autora: Brenda Vizzotto



Pedi silêncio e morri por dentro, sem ter com quem conversar, me isolei, sem ter assuntos comigo mesma, tudo ficou sem som, sem vida, sem sentido, e quando gritei por vozes, ruídos fortes me trouxeram a surdez, quis enxergar mais, já que não havia mais sentido ouvir palavras tão firmes e inválidas, mas ver palavras assim me deixaram cegas, então pedi mais sorrisos, sorri sem motivo, e garanto que não ter algum sentido pra sorrir é insuportável, então pedi alguém, só para criar nosso silêncio, nossa voz, nosso olhar e nosso sorriso, então surgiu você.

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Tava guardado depois de anos para hoje dar certo. - Suspirei.

Esperar-te



Eu sinto as coisas rápidas demais e bem, esperar até a outra pessoa sentir o mesmo é uma tarefa estupidamente difícil, fico imaginando, fico parada e me perguntando porque? Será que é assim que tem que ser? Será que na real ele realmente me corresponde ou apenas são meus olhos criando imagens que refletem pensamentos falsos? Mas é que, aquele perfume, aquele sorriso que meus olhos encontravam juntinhos a mim era a imagem mais linda que eu via, retrucava com um sorriso e um pensamento silencioso: Obrigada, dessa vez vai dar certo, eu sinto!
E vai dar, eu sei, mas paciência talvez seja uma palavra que eu pouco tenho, dá vontade de chegar, de dizer, de querer mas, meu medo ainda está aqui, medo de amar, medo de acreditar e não se realizar, você disfarçar tão bem sabia? E que vontade que dá, de parar, de esperar e te encontrar vendo você em minha direção dizendo que quer e nada mais importa! Eu sei, eu entendo, é rápido demais, mas eu sinto que não é pouco demais, então, vem logo, há algo que me faz ainda esperar tudo isso acontecer, é algo que não sei traduzir mas tem um motivo que me faz acreditar, esse motivo é a soma da minha felicidade com você.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Trilhando felicidades

Renovei mil coisas desde que comecei o ano, mudei de focos, iniciei trilhas novas, me perdi ao longo de 2011 em duas trilhas e uma eu já conhecia há tempo mas dessa eu também fingi que desaprendi o caminho e por lá pretendi nunca mais voltar. Cresci, não porque me obriguei, mas conforme as decepções iam surgindo mais vontade eu me pressionava para tentar erguer a cabeça e assim, deste modo, eu andei amadurecendo em alguns aspectos, confesso que em certos momento coloquei a carroça na frente do cavalo, é que sou tão anciosa que quero tudo logo, vivo intensamente mas quando eu quero algo, eu quero agora e não amanhã, decidida eu sei que sou, mas é aí que mora o perigo, de certa forma essa característica minha me decepciona porque espero demais do que vai embora pela metade. Mas no meio de tantas trilhas mal trilhadas eu encontrei outra, meio repentino, meio do nada, pus o pé nela e eu só tenho uma vontade, continuar ela se ele quiser.

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Há o sentido escondido pra alguém um dia te mostrar


Poema de trechos inúteis, li, reli e não entendi, não havia nexo algum até que eu me apaixonei.
Música de trechos incógnitos, ouvi, ouvi novamente e não entendi, não havia nexo algum até que ela virou nossa trilha sonora.
Amor de trechos invisíveis, olhei, olhei novamente e não entendi, não havia nexo algum até que você escreveu nele, eu te amo.

Escritas sentidas de meninas doces


Bom, to te querendo sabe, não sei se seria necessário você saber ou se isto bastasse pra mim, mas é que eu quero que saiba porque aí vai entender tudo, desde meu olhar cruzando o seu e rapidamente desviando-o até minhas palavras travadas com minhas bochechas rosadas de vergonha. Enrolei muito? Não sei, é que to travando aqui também, poxa to tentando me esforçar, mas não sei o que dizer, só sei sentir, e tem sido bom demais essa sensação, faz um favor, vem me querer também?
Minha cabeça tá dizendo pra eu parar com essas bobagens e eu já ouvi ela demais, mas sabe quando você sente aquele friozinho e teu coração dispara involuntariamente, e milhões de borboletas surgem no seu estômago querendo te deixar bobinha, bobinha, pois é, tão bom, tão rápido mas tão frequente. To em cima do murro agora, ou talvez esteja já do lado onde você se encontra, mas se eu estiver no meio termo e você me chamar, eu desço. Desço como se tivesse asas, como se quisesse pular nessa nova sensação e não tivesse medo de cair, tá entendendo?
Ok, estou falando isso para você, então escreve aí, to gostando demais disso e se tá bom não tenho motivos para parar, então vem, me chame, me puxe, me queira.
Até que ao fechar os olhos, nossas mãos segure-nos já que teu olhar apagará minha gravidade.

domingo, 27 de novembro de 2011

Mas faz assim, me espera que eu te encontro, ou me encontra, ou nos encontramos, mas que eles jamais nos encontrem antes de nós nos encontrar.
Dá para me corresponder? To com medo de entrar nesse jogo sozinha. Eu ainda escondo as cartas porque não sei se as tuas pertencem ao mesmo jogo, e quem sabe, você esteja esperando o mesmo de mim.

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Menina doce, menina amarga, menina

Menina doce do amargo da vida, tentou continuar com tal doçura, acrescentou açúcar, mas era doce demais e ele se enjoou. Menina amarga que deixou de ser doce, ninguém mais se enjoou, mas também jamais se aproximou. Diga-me menina, ser doce ou ser amarga, meio termo não me satisfaz como amar pela metade é ser incapaz.


Portas trancadas e retalhos guardados

Aquele tempo que ela trancava a porta toda vez que ela ameaçava abrir, corria para longe e jamais disse a ninguém quais eram os motivos de tanta fraqueza perante aquela porta de madeira de cor vermelha e um desenho de um pássaro preso na gaiola no canto esquerdo. Já tentaram perguntar a ela, questionaram várias vezes mas sempre sua resposta era a mesma: _ Eu não encontro retalhos bons para hoje.

Cá entre nós, sua resposta trazia uma simples idéia para tanta distância da porta, havia alguma mágoa e de certa forma, viver sem relembrar era algo que ela conseguia toda vez que ela se esquecia do retângulo vermelho trancado. Anos e mais anos e ela sempre respondendo a mesma frase para as pessoas novas em sua vida, jamais quis se abrir, todos sabiam da existência da porta, mas jamais souberam o que havia atrás dela, e depois de tanto tempo nem ela mais sabia o que restou dentro de lá.

Perguntou ele, fixando os olhos nela: _ Ei, porque não me deixas ver o que tu tens dentro daquele quartinho escuro?

_ Você não encontrará retalhos bons para hoje.

_Mudaste a resposta de sua frase falando comigo, talvez mudasse sua vida se me permitir ver tudo que tens lá.

_ Eu não poderia, eu não quero, eu...

_Shh!

Ele a envolve como um lençol e num piscar dos olhos os lábios dele tocaram os dela, ela se encolheu e ele num sussuro exclama:

_Posso entrar?

Ela ainda com os olhos fechados responde:

_Destranquei a porta, entre.

E quando ele pode entrar, aquele pássaro voou e naquele instante tudo se abriu, ela estava pronta para amar novamente e agora aquele quartinho não existiria apenas uma pessoa, ele acabou sendo o segundo e o último de sua vida.

Ela só estava esperando a pessoa certa, por isso jamais mostrou os retalhos passados porque muitos só entrariam para visitar e não para ficar.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Foda é você ter que esperar porque tem medo de ir até ele e perceber que devia ter esperado.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Que nome tem sua novela de hoje?


E esqueça essas frases de ajuda que você sabe que não vão adiantar, mova com seu dedo os fatos, junte os certos e de canto deixe os errados, clique em cada cena e vire, desvire e ache o ângulo que mais se encaixa com tua vida agora, recorte pessoas e ponha no canto também, inclua outras, inclua sorrisos, inclua motivos, inclua você em todas aquelas cenas que te fazem ser quem você quer se sentir, chega de continuar dando play nessas idiotices que terminaram mal e você continua vivendo, se a novela acabou, dá stop, permita avançar e deixar o passado no passado, está na hora garota de você selecionar para continuar, quando a luz se acaba nenhuma televisão funciona, se a base para ela se ligar for a eletricidade, então, se não ligar não há mais como criar cenas.
Ame suas interpretações mas jamais seja dependentes dela, as cenas mudam, as novelas seguem rumos diferentes com pessoas diferentes.